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Brumadinho: peritos do DF ajudam a colher mais de 500 amostras de DNA; conheça equipe
11/02/2019

Material genético é fundamental para identificar corpos soterrados pela lama. Motivação em meio à tragédia é 'aliviar a dor dos familiares', diz diretor. Perito do DF Samuel Ferreira na área atingida pelo rompimento da barragem em Brumadinho (MG) Arquivo pessoal Foram quatro dias de trabalho na chamada "zona quente" de Brumadinho. Desde o fim de janeiro, quando o rompimento de uma barragem na cidade deixou centenas de mortos e desaparecidos, equipes da perícia técnica da Polícia Civil do Distrito Federal atuam em conjunto com a polícia mineira na procura e na identificação dos corpos. No local onde o maior obstáculo é a lama ainda úmida e há uma quantidade imensa de destroços, o serviço tem de ser feito com muito cuidado. Mesmo para quem já trabalhou em grandes tragédias, o cenário impressiona. Foram quatro dias de trabalho na chamada "zona quente" de Brumadinho. No local onde o maior obstáculo é a lama que continua úmida, o serviço tem que ser feito com muito cuidado em meio à quantidade imensa de destroços. Mesmo para quem já trabalhou em grandes tragédias, o cenário impressiona. Perito do DF Samuel Ferreira na área atingida pelo rompimento da barragem em Brumadinho (MG) Arquivo pessoal "A gente se emociona, mesmo com a experiência. Nos motiva no trabalho, para identificar o mais rapidamente e dar a resposta às famílias, para que possam viver seus lutos", diz o médico legista Samuel Ferreira. Ferreira é geneticista forense e diretor do Instituto de Pesquisa e DNA Forense do DF, vinculado à Polícia Civil. Nesta semana, ele esteve em Brumadinho dando apoio e orientação ao trabalho de resgate do Corpo de Bombeiros. O trabalho da perícia técnica é concentrado em identificar os corpos, para dar essa primeira resposta às famílias. Até este domingo (10), mais de 500 amostras de DNA dos familiares dos desaparecidos já tinham sido coletadas. O material genético dos vivos será comparado com as vítimas encontradas, nos casos em que não for possível a identificação visual. Time de peso Peritos do DF Samuel Ferreira, Heloisa Costa, Malthus Galvão e Jurema de Morais Arquivo pessoal A equipe de Samuel Ferreira no instituto é referência nacional no trabalho de identificação de corpos e ossadas. O médico coordenou a identificação das ossadas encontradas na vala clandestina do cemitério de Perus (SP), e também fez parte do grupo que identificou as 154 vítimas do acidente com o voo 1907, da Gol. Além de Ferreira, outros quatro servidores do Departamento de Polícia Técnica de Brasília – especializados em identificação humana e com experiência em desastres de grandes proporções – foram convidados a se unir ao corpo técnico do IML de Minas Gerais para auxiliar na identificação das vítimas. "A emoção de encontrar um corpo é o que motiva, dentro de uma tragédia como essa. Saber que essa resposta vai aliviar, de alguma forma, a dor dos familiares. Preservar a lembrança." A "zona quente", citada no começo da reportagem, é a área mais próxima da barragem que veio abaixo. Ela inclui, por exemplo, o lote da pousada que foi devastada pelas toneladas de lama que vazaram. Perito do DF Samuel Ferreira na área atingida pelo rompimento da barragem em Brumadinho (MG) Arquivo pessoal A equipe de peritos do DF atua tanto nas atividades de campo quanto no Instituto Médico Legal (IML) e no laboratório. É um trabalho de muitas mãos, devido à natureza do desastre e ao estado dos corpos. A ação coordenada reúne, por exemplo, as áreas de medicina legal, antropologia forense, genética forense, odontologia forense e papiloscopia. "Ao identificar uma vítima, utilizamos a ciência para ajudar as famílias no campo existencial e subjetivo, resgatando, de certa forma, a memória daquela pessoa que partiu a seus familiares." Trabalho de identificação A equipe que viajou do DF para Brumadinho é formada pelo médico legista Malthus Galvão, a perita criminal Heloisa Costa e a papiloscopista Jurema de Morais. Junto ao corpo técnico de MG, o grupo de Brasília atua no registro, no cadastro, na identificação e na liberação dos corpos que chegam de Brumadinho. Os profissionais também emitem parecer com a declaração de óbito dos corpos. Um banco de dados foi montado com os achados, para aprimorar a definição das identidades. Peritos Malthus Galvão, Heloisa Costa e Samuel Ferreira analisam resultados de exames periciais para identificar vítimas de Brumadinho (MG) Arquivo pessoal De acordo com o médico, o maior desafio no momento é localizar e resgatar os corpos. Uma vez resgatados, todas as informações necessárias para as identificações estão sendo coletadas e analisadas pelas equipes em um ritmo considerado "muito bom". "É uma honra sermos convidados pelos colegas de Minas Gerais e representarmos a Polícia do DF nesse trabalho tão importante em respeito e em memória às vítimas e de extrema relevância para as famílias, para Minas Gerais e para o país", diz Ferreira. Peritos do DF e de MG, em ordem: Franklin Marotta, Samuel Ferreira, Thales Bittencourt, José Roberto Costa, Malthus Galvão, Ricardo Araujo e João Batista Rodrigues Arquivo pessoal Tragédia em MG O rompimento da barragem da Vale no Córrego do Feijão, em Brumadinho (MG), no último dia 25 de janeiro, deixou um rastro de lama, pessoas mortas e desaparecidas, e destruiu casas na região. A avalanche de lama atingiu a área administrativa da Vale, responsável pelo empreendimento, inclusive um refeitório e parte da comunidade da Vila Ferteco. Até o momento, 157 mortes foram confirmadas e 165 pessoas seguem desaparecidas. Segundo o presidente da empresa, Fábio Schvartsman, vazaram 12 milhões de metros cúbicos de rejeitos – na tragédia de Mariana, há 3 anos, foram 43,7 milhões. Leia mais notícias sobre a região no G1 DF. Initial plugin text
Fonte: G1
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