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'Processo com base em achismos', defende advogado de Evandro Wirganonicz no júri do Caso Bernardo
15/03/2019

Irmão de Edelvânia Wirganovicz responde por homicídio e ocultação do cadáver, de acordo com MP. Defesa rebate as acusações e critica o que chama de 'processo tapado de erros'. Luis Geraldo dos Santos defende Evandro Wirganovicz Divulgação/TJ-RS A defesa de Evandro Wirganovicz fechou o quarto dia de julgamento do caso Bernardo, nesta quinta-feira (14), em Três Passos, Norte do estado. Luis Geraldo dos Santos, advogado do réu, contesta as teses do Ministério Público de que o irmão de Edelvânia Wirganovicz tenha ajudado a cavar a cova em que o menino foi enterrado, após ser morto pela madrasta Graciele Ugulini e Edelvânia. "Processo com base em achismos", resumiu o advogado. Evandro é acusado de homicídio e ocultação de cadáver. "Para isso, ele tinha que saber que iam matar o Bernardo. Tenho um laudo que diz que, para ele, a morte do Bernardo foi uma surpresa", afirmou o advogado sobre a primeira acusação. O réu, conforme sua versão, estava pescando em um rio da região. "O hábito de ir pescar na beira do rio passa a ser crime? É uma total deturpação de princípios", ressaltou o advogado. De cordo com o advogado, ninguém viu Evandro sujo de terra. Diferente da irmã, que também apresentou marcas nas mãos, comprovadas por perícia, o que demonstraria que ela manuseou uma pá. Sobre dúvidas levantadas a respeito da versão de Evandro, de que o rio não daria peixes e de que ele não estaria de férias, o advogado trouxe testemunhos em áudio que afirmam o contrário. "Ninguém viu o Evandro lá. Ele não sabia o tamanho do Bernardo. Não teria nem padrão para cavar o buraco", apontou. "Elemento concreto contra aquele rapaz que ali está, não temos nada", disse, apontando para o cliente. Os promotores do caso pediram questões de ordem duas vezes ao longo da defesa para esclarecer suas denúncias contra o réu. Críticas ao tempo para as defesas Santos criticou o fato do MP ter quatro horas para a acusação e as defesas, cada uma, ter uma hora. "E quanto há interesses conflitantes? E quando há defesas conflitantes", disse ele. "Esse processo tá tapado de erros. É um mar de presunções, de falsas interpretações. É negativa de garantias mais básicas de qualquer cidadão, como o direito de ir e vir", exclamou o advogado. O advogado também ressaltou que o seu cliente não tinha nenhuma relação com Leandro e Graciele. "Qual é o vínculo do Evandro? Ele é estranho no ninho. Só foi parar no processo porque foi pescar e teve medo, tentou se autopreservar", relembrou o advogado. Mais cedo, Evandro confirmou que não falou em depoimento a polícia que estava nas proximidades porque teve medo de ser incriminado. Para o advogado, não há elementos, interceptação telefônica, imagem com eles no carro, que liguem Evandro a envolvidos no caso. Cita ainda falta de comprovação de que o réu tenha recebido dinheiro. "Se eu não fizer um bom trabalho ele corre o risco de ficar mais 10, 12 anos na penitenciária", ressaltou o advogado. Fase de debates Após a explanação do Ministério Público, a defesa de cada um dos réus tem uma hora para se manifestar. Para não interromper o debate entre acusação e defesa, a juíza optou por estender a sessão nesta quinta, que será mais extensa do que nos dias anteriores. A defesa de Leandro Boldrini foi a primeira a se manifestar, e alegou ter provas de que o pai não matou Bernardo. A segunda defesa a falar foi a de Graciele que sustentou que a morte de Bernardo foi um acidente. Logo em seguida, os advogados de Edelvânia criticaram a investigação e a denúncia do MP contra a ré, e afirmando que ela agiu por coação de Graciele ao ajudar a enterrar o menino. Nesta sexta (15) terá uma réplica de duas horas para o Ministério Público e uma tréplica, do mesmo período, dividida entre as quatro defesas. É nessa fase do julgamento que as partes defendem suas teses sobre o ocorrido, buscando convencer os jurados. Essa é a última etapa antes que o Conselho de Sentença do Tribunal do Júri, formado por sete pessoas, decida se os réus são culpados ou inocentes. A expectativa é que a sentença seja proferida pela juíza Sucilene Engler, no mesmo dia. Réus respondem aos crimes O pai, Leandro Boldrini, por homicídio com quatro qualificadoras (motivo torpe, fútil, com emprego de veneno e mediante dissimulação) e falsidade ideológica A madrasta, Graciele Ugulini, por homicídio com quatro qualificadoras (motivo torpe, fútil, com emprego de veneno e mediante dissimulação) Os irmãos, Edelvânia e Evandro Wirganovicz, por homicídio duplamente qualificado Todos também respondem por ocultação de cadáver. Initial plugin text
Fonte: G1
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